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Procuração ad judicia

A Procuração Ad Judicia é um documento legal essencial que autoriza um advogado a representá-lo em processos judiciais e administrativos. Com nosso modelo online, você pode gerar este documento de forma rápida e segura, adaptando-o às suas necessidades específicas. O documento detalha os poderes concedidos ao procurador, como o de agir em seu nome perante tribunais, assinar petições e acompanhar o

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O que é Procuração Ad Judicia: O Guia Completo com Modelo Gratuito

Encontrar um modelo de procuração ad judicia confiável é o primeiro passo para representar seus interesses na justiça de forma segura e legal. Este documento, fundamental para a relação entre cliente e advogado, garante que o profissional possa agir em seu nome perante o Poder Judiciário. Com a ferramenta certa, você pode criar esse instrumento de forma guiada, garantindo que todos os elementos essenciais estejam presentes e corretamente redigidos, o que evita nulidades e retrabalho.

O que é Procuração Ad Judicia

A procuração ad judicia é um instrumento de mandato judicial. Trata-se de um documento formal pelo qual uma pessoa, denominada outorgante ou mandante, confere poderes específicos a outra pessoa, o outorgado ou procurador (geralmente um advogado regularmente inscrito na OAB), para que este a represente e atue em seu nome em processos judiciais. É a base legal que autoriza a atuação do advogado perante os tribunais, sem a qual sua atuação não seria válida. Conforme o Código Civil, o mandato judicial é regido por disposições específicas, além das gerais do mandato.

Para que serve a Procuração Ad Judicia

Este documento serve para viabilizar a representação processual. Ele é indispensável para que um advogado possa praticar atos em nome de seu cliente, como propor ações, apresentar defesas, interpor recursos, realizar acordos e receber citações. A procuração ad judicia é a chave que abre as portas do sistema judicial para a defesa técnica e adequada dos direitos de uma pessoa física ou jurídica.

Quem pode outorgar uma Procuração Ad Judicia

Qualquer pessoa física ou jurídica que tenha capacidade civil plena, conforme estabelecido no Código Civil (art. 3º e seguintes), pode outorgar (conferir) uma procuração ad judicia. Isso inclui indivíduos maiores de 18 anos e em pleno gozo de suas faculdades mentais, bem como empresas, associações e outras entidades legais, que outorgam por meio de seus representantes legais. Para menores ou pessoas incapazes, a representação é exercida por seus pais, tutores ou curadores.

Quem pode ser outorgado (procurador)

O outorgado, na grande maioria dos casos, deve ser um advogado devidamente inscrito na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). A advocacia é uma atividade privativa, o que significa que, para atuar em juízo, é necessária a presença de um profissional qualificado. Em situações muito específicas e excepcionais previstas em lei, a própria parte pode atuar em causa própria (jus postulandi), mas a representação técnica por advogado é a regra geral.

Elementos essenciais da Procuração Ad Judicia

Para ser válida, a procuração ad judicia deve conter elementos essenciais. A omissão de qualquer um deles pode comprometer sua eficácia:

  • Qualificação completa das partes: Nome completo, nacionalidade, estado civil, profissão, CPF/CNPJ e endereço do outorgante. Nome e número de inscrição na OAB do advogado outorgado.
  • Especificação dos poderes: Descrição clara e detalhada dos atos que o advogado está autorizado a praticar (ex.: propor ações, contestar, transigir, receber valores).
  • Indicação do foro: Geralmente menciona-se a comarca ou o tribunal onde o advogado atuará. Em poderes amplos, pode ser “em qualquer foro do território nacional”.
  • Data e local da outorga: Essenciais para determinar o início da vigência do mandato.
  • Assinatura do outorgante: Reconhecida firma em cartório, salvo nos casos em que a procuração é feita por instrumento público ou quando a parte está em juízo e confere poderes a rogo.

Tipos de Procuração Ad Judicia (simples, ad judicia et extra)

Existem diferentes tipos de procuração ad judicia, que variam conforme a abrangência dos poderes conferidos:

  • Procuração Ad Judicia Simples: Confere poderes para atuar especificamente em um determinado processo ou em uma matéria específica. É mais restrita e comum.
  • Procuração Ad Judicia et Extra: É o tipo mais amplo. A expressão latina “et extra” significa “e fora”. Ela confere poderes para atuar não apenas em juízo (ad judicia), mas também fora dele (extra judicia). Isso inclui, por exemplo, negociar acordos extrajudiciais, firmar compromissos e praticar outros atos que não dependam exclusivamente de decisão judicial. A análise detalhada desta modalidade é crucial para entender suas nuances e limitações em casos específicos.
  • Procuração para fins específicos: Pode ser adaptada para áreas específicas do direito, como criminal, trabalhista ou cível, detalhando os poderes pertinentes àquela seara.

Como preencher o modelo de Procuração Ad Judicia

Preencher um modelo corretamente é crucial. O processo deve ser feito com atenção aos detalhes. Primeiro, insira todos os dados de qualificação do outorgante e do advogado com precisão. Em seguida, defina com clareza a abrangência dos poderes: será para um processo específico, para todos os processos ou incluirá atos extrajudiciais? Por fim, o documento deve ser assinado e ter a firma reconhecida. Utilizar um formulário online guiado, como o oferecido pela Doculau, elimina dúvidas, pois orienta passo a passo o preenchimento de cada campo obrigatório, garantindo que nada essencial seja esquecido e permitindo a geração do documento em PDF e Word.

Cláusulas comuns e importantes

Além dos elementos essenciais, algumas cláusulas são comuns e importantes para dar maior segurança e definição ao mandato:

  • Cláusula de Substabelecimento: Autoriza o advogado a passar os poderes, no todo ou em parte, a outro profissional, o que é comum na prática.
  • Cláusula de Foro: Estabelece a comarca ou tribunal como competente para dirimir questões relacionadas ao próprio mandato.
  • Cláusula de Recebimento de Valores: Autoriza expressamente o advogado a receber quantias em nome do cliente, o que é necessário para tal fim.
  • Cláusula de Poderes Gerais ou Específicos: Define se o advogado pode praticar todos os atos do processo (gerais) ou apenas alguns listados (específicos).

Casos em que a Procuração Ad Judicia é necessária

Ela é necessária sempre que uma pessoa física ou jurídica desejar ou precisar ser representada por um advogado em um processo judicial. Isso abrange a vasta maioria das situações: abertura de uma ação trabalhista, defesa em um processo criminal, litígios cíveis envolvendo contratos ou propriedade, questões de família como divórcio e guarda, e disputas empresariais. Sem a procuração, o advogado não pode validamente falar ou agir em juízo em nome do cliente.

Diferenças entre Procuração Ad Judicia e outros tipos de procuração

A principal diferença está no âmbito de atuação. A procuração ad judicia é estritamente para atos em processos judiciais (ou também extrajudiciais, no caso da “et extra”). Já uma procuração pública (ou geral) é feita em cartório e pode conferir poderes muito amplos para administrar bens, vender propriedades e realizar negócios, mas não necessariamente inclui poderes para atuar em juízo. A procuração ad judicia é especializada para o foro judicial e exige a indicação de um advogado como outorgado. Outros tipos incluem a procuração ad negotia (para fins gerais de negócios) e a procuração ad judicia a rogo, utilizada quando o outorgante não sabe ou não pode assinar, sendo a assinatura feita a seu pedido por outra pessoa, na presença de duas testemunhas.

FAQ sobre Procuração Ad Judicia

O que é procuração ad judicia?

É o documento legal que nomeia um advogado para representar uma parte (pessoa física ou jurídica) perante o Poder Judiciário, conferindo-lhe os poderes necessários para atuar no processo.

O que significa procuração ad judicia et extra?

Significa “procuração para juízo e fora dele”. É um tipo mais amplo que autoriza o advogado a praticar atos tanto dentro de um processo judicial quanto em negociações e acordos fora do âmbito direto do tribunal. Sua validade e aplicação em diferentes contextos devem ser compreendidas com clareza.

Procuração ad judicia é só para advogados?

O outorgado (quem recebe os poderes) deve, como regra, ser um advogado inscrito na OAB. A outorgante (quem confere os poderes) pode ser qualquer pessoa ou empresa com capacidade legal. A validade e limitações para não advogados atuarem em causa própria são específicas e dependem da legislação e do tipo de processo.

Procuração ad judicia é mandato ou mandado?

É um mandato. O mandato é o contrato pelo qual alguém recebe poderes para agir em nome de outro. “Mandado” é uma ordem emanada do juiz, como um mandado de citação ou de busca e apreensão. São conceitos diferentes.

Procuração ad judicia é perigosa?

Não é inerentemente perigosa, mas confere poderes significativos ao advogado. O “perigo” reside em outorgar poderes a um profissional desconhecido ou não idôneo, ou em assinar um documento com cláusulas excessivamente amplas sem compreendê-las. Por isso, é crucial outorgar procuração apenas a advogados de confiança e utilizar modelos claros e precisos.

O que é procuração ad judicia extra?

Geralmente, refere-se à parte “et extra” da procuração ad judicia et extra, ou seja, aos poderes conferidos para atuar fora do ambiente estritamente judicial. Pode também ser uma forma abreviada de se referir ao próprio modelo mais amplo (ad judicia et extra).

Agora que você entende a importância e os detalhes da procuração ad judicia, não deixe a formalização para depois. Garanta que sua representação judicial esteja amparada por um documento válido e bem elaborado. Gere sua Procuração Ad Judicia agora! de forma rápida e segura, com um formulário guiado que assegura a inclusão de todos os elementos legais necessários, entregando seu documento em PDF e Word prontos para uso imediato.

Preâmbulo

Pelo presente instrumento particular de PROCURAÇÃO AD JUDICIA, __________, doravante denominado OUTORGANTE, nomeia e constitui seu bastante procurador __________, doravante denominado PROCURADOR, para os fins e com os poderes especificados adiante.

Qualificação do Outorgante

O OUTORGANTE é __________, portador do documento de identidade __________, residente e domiciliado à __________.

Qualificação do Procurador

O PROCURADOR é advogado, inscrito na Ordem dos Advogados do Brasil sob o nº __________, com escritório profissional situado à __________.

Poderes Concedidos

São conferidos ao PROCURADOR os seguintes poderes para atuar em nome do OUTORGANTE:

Finalidade da Procuração

A presente procuração tem por finalidade a representação do OUTORGANTE em juízo, perante todos os órgãos do Poder Judiciário e instâncias administrativas, em qualquer grau de jurisdição, para a defesa de seus direitos e interesses.

Prazo de Vigência

A presente procuração terá vigência

até a data de __________.

Revogação

O OUTORGANTE poderá revogar a presente procuração a qualquer tempo, mediante comunicação escrita ao PROCURADOR, enviada ao endereço profissional constante deste instrumento.

Foro

Fica eleito o foro da comarca de __________ para dirimir quaisquer dúvidas ou litígios decorrentes da presente procuração.

Assinatura

E, por estarem assim justos e contratados, assinam o presente instrumento em duas vias de igual teor e forma, na presença de duas testemunhas.

Em __________, a __________.

OUTORGANTE

Fdo.: __________

PROCURADOR

Fdo.: __________